Incríveis histórias de superação que irão te inspirar

Incríveis histórias de superação que irão te inspirar
Incríveis histórias de superação Frida Khalo

Conheça histórias de vida de pessoas que superaram todo tipo de adversidade física, financeira, social e emocional, que irão te motivar a seguir em frente.

 

O ano começou, e com ele vieram todas as “promessas de virada do ano”, afinal, quem nunca prometeu ter hábitos mais saudáveis, ler mais, guardar dinheiro, viajar etc. Nada mais natural, pois a chegada de um novo ano é sempre um recomeço e traz consigo uma dose de motivação e esperança para o ciclo que se inicia. Mas, infelizmente as atividades do dia-a-dia e a rotina maçante, aliadas às preocupações e dificuldades enfrentadas no cotidiano, tendem a desmotivar e nos distanciar dos objetivos tão sonhados.

Pensando nisso, reunimos neste texto, histórias impressionantes de superação. Para que além de te inspirar a vencer suas dificuldades, elas possam também te impulsionar a lutar pelos seus sonhos em 2020.

 

Malala Yousafzay

(Fonte: Reuters)

 

O que você faria para poder estudar? Não é exagero dizer que Malala Yousafzay quase pagou com a própria vida por esse direito.

Em 2014, ao se tornar a mais jovem ganhadora do prêmio Nobel da Paz, Malala disse em seu discurso: “Eu não sou uma voz solitária, eu sou muitas. (…) Eu sou àquelas 66 milhões de meninas que estão fora da escola.”

A sua luta pelo direito das meninas paquistanesas a educação começou muito antes, em 2007, quando o grupo Talibã que controlava a aldeia onde morava ordenou a suspensão de aulas para meninas nas escolas. O primeiro ato de rebeldia veio de seu pai, que era dono da escola onde estudava, ele não atendeu a ordem e continuou permitindo a entrada das alunas. Além de frequentar as aulas, Malala começou a escrever um blog onde relatou todas as dificuldades enfrentadas para continuar estudando. Após o Blog, começou a ser chamada pela imprensa para dar entrevistas sobre o assunto e em seguida, a frequentar palestras e manifestações que defendiam o acesso à educação.

Em 2012, após o Talibã perder o controle do Vale Swat, a menina passou a ser vista como uma ameaça contra o Islã. A família, no entanto, nunca imaginou que ela estava diretamente correndo risco. Eles acreditavam que em caso de alguma represália, o ataque seria a Ziauddin Yousafzai (pai de Malala), pois era um famoso ativista pela educação. Mas um dia, quando Malala tinha apenas 15 anos, ao sair da escola e caminhar em direção ao ônibus escolar, notou que a rua estava estranhamente vazia e pouco depois de embarcar, foi surpreendida com a entrada de dois militares Talibãs que perguntaram por ela e dispararam diretamente em sua cabeça. Outras duas meninas também foram baleadas durante o atentado. Entretanto, de maneira surpreendente, Malala se manteve consciente ainda que estivesse muito confusa e foi socorrida a tempo.

O mundo passou a acompanhar sua recuperação, e após complicações, a jovem teve que ser levada ao Reino Unido onde tiveram que mantê-la em coma induzido. Felizmente, apenas 10 dias após o ataque, Malala despertou e logo começou a questionar o que tinha acontecido e onde estava, mesmo estando entubada e não podendo falar. Segundo os médicos, sua recuperação foi mais do que surpreendente, pois eram esperadas sequelas que poderiam afetar seu raciocínio e a fala, porém ela escapou sem qualquer complicação.

A jovem e sua família, após a recuperação, continuaram a viver em Birmingham na Inglaterra, mesmo sob ameaças do grupo Talibã, que posteriormente teve seus membros identificados e presos pelo governo paquistanês, que logo os soltaram.

Malala nunca se intimidou. Como disse em seu primeiro pronunciamento público, apenas nove meses depois do ocorrido, na assembleia jovens da ONU: “Os terroristas pensaram que mudariam meus objetivos e interromperiam minhas ambições, mas nada mudou na vida, com exceção disto: fraqueza, medo e falta de esperança morreram. Força, coragem e fervor nasceram.”

Em 2012, ela criou o Fundo Malala, uma ONG que luta pela educação e inclusão social das mulheres e segue até hoje transmitindo sua mensagem de que “uma criança, um professor, uma caneta e um livro podem mudar o mundo.”

 

Kiwa Kozuchowicz

 

(Fonte: National Geographic Brasil/ Foto: Gabriel de Sá)

 

Relatos de sobreviventes de guerra são sempre comoventes, afinal, não existe nada mais trágico, e a história de Kiwa Kozuchowicz é de deixar a qualquer um com lagrimas nos olhos.

Esse senhor de 96 anos, que hoje se considera brasileiro, sobreviveu a seis campos de concentração durante o Holocausto Nazista. Kiwa disse em entrevista: “Eles me mandavam de um lugar para o outro”, mas fica claro que a maioria das mudanças foi graças à sua luta incessante pela sobrevivência.

Sua infância foi marcada de maneira drástica pelo antissemitismo, mesmo sua família tendo se mudado para tentar amenizar as consequências do regime nazista. Infelizmente não tiveram nenhum resultado, pois eram obrigados a usar a estrela de Davi em suas roupas tornando-os alvos de humilhações públicas e até de espancamentos, pois isso era comum aos judeus na época. Por isso, com apenas 19 anos Kiwa, junto com seu irmão Shloime de 23, se voluntariou para trabalhar em uma fábrica na cidade de Skarżysko-Kamienna, com a promessa de que sua família não seria incomodada. Mas, deste dia em diante, nunca mais os viu, e depois soube que eles tinham sidos enviados poucas semanas após sua partida para a morte no campo de Treblinka.

Já no campo de trabalho forçado Skarżysko-Kamienna, além da rotina de trabalho exaustivo, os oficiais Nazistas eram extremamente violentos e hostis. Em seguida, ele e o irmão foram enviados ao gueto de Radom. Lá, trabalhavam na cidade como pedreiros durante o dia, onde centenas de judeus foram exterminados nas chamadas “limpezas”. Na mesma cidade ainda, trabalharam por seis meses no campo de Szkolna, e logo em seguida foram levados para um campo de trabalho forçado em Pionki. Onde Kiwa conseguiu ser promovido a pedreiro e a vida parecia um pouco menos difícil, embora ainda se alimentassem apenas com uma sopa rala e pão.

Em julho de 1944, com a invasão russa na Polonia, Kiwa soube que seriam enviados ao campo de extermínio de Auschwitz.  Os dois irmãos tiveram então que se despedir para sempre. Foi quando Shoime, em uma tentativa de fuga do terrível destino de Auschwitz, acabou sendo assassinado.

Quando Kiwa chegou a Auschwitz, a morte parecia iminente e o medo no primeiro banho de que ao invés de água, os chuveiros liberassem gás letal, era inevitável. Após sobreviver e receber o conhecido uniforme listrado, foi marcado como animal com a tatuagem que, não só o transformava em mais um número, como ainda o obrigaria a carregar em sua pele todo o horror pelo qual passou pelo resto de sua vida. Encaminhado ao sub campo de Buna/Monowitz (Auschwitz III) trabalhou por um ano de domingo a domingo, das manhãs até as noites. Essa era sua única garantia a sobrevivência, pois todos os outros que adoeceram cedendo ao incessante trabalho, foram enviados diretamente às câmaras de gás.

Quando a Alemanha Nazista começou a ruir, os bombardeios e as explosões em Buna/Monowitz se tornaram constantes. Com a evacuação de Auschwitz, ele teve que sobreviver a chamada ‘caminhada da morte’ até o campo alemão de Buchenwald. Lá, as condições de vida eram ainda mais precárias, além da falta de comida constante, 15 prisioneiros dormiam em uma mesma cama. Percebendo que não seria possível sobreviver ali por muito tempo, acabou se arriscando e voluntariou-se para trabalhar no campo de Spaichingen. O que ele não fazia ideia, era que mesmo após tanto sofrimento, aquele seria, segundo seu próprio relato, o pior campo pelo qual passou. Além da rotina de trabalho extenuante, eles eram tratados com violência extrema e castigados com chibatadas.

O que Kiwa não fazia ideia é de que aquele seria o último. Pois, durante mais uma caminhada, quando estava sendo levado ao campo de extermínio de Dachau, foi encontrado e salvo por soldados americanos.

Algum tempo depois de tentar reconstruir a vida na Europa, ele veio para o Brasil. E o que seria apenas uma parada, acabou se tornando seu destino. Aqui, se encantou com o povo e com o carnaval. Casou, teve filhos e conseguiu abrir sua própria empresa de construção civil.

Mas, mesmo após essa emocionante trajetória, ele acredita que sobreviveu por “sorte”: “Acredito que sobrevivi por sorte, por puro acaso simplesmente, assim como os grãos que restam ao acaso numa peneira, quando se peneira qualquer coisa”. É o que diz sua biografia Nos Campos da Memória – A História de Kiwa Kozuchowicz (Humanitas, 2012) escrito pela filha Rosana Kozuchowicz Meiches.

 

Chris Gardner

 

(Fonte: Divulgação)

 

Pode ser que você já conheça essa história, afinal ela foi retratada no filme À procura da Felicidade, de 2006, estrelado por Will Smith. Mas a realidade é ainda mais surpreendente do que foi retratado por Hollywood.

Cris Gardner teve uma infância conturbada, pois apesar da mãe amorosa, teve que conviver anos com um padrasto alcoólatra e violento. Isso fez com que ele tivesse um sonho que motivou toda sua trajetória: dar ao seu filho a vida e o pai que ele nunca teve.

Outro sonho, que transformou a história de Gardner, apareceu em sua vida quase que por acaso. Ao ver Bob Brigdes estacionando uma Ferrari, Chris perguntou com o que ele trabalhava, e ao responder que era corretor da bolsa de valores e que faturava $80 mil por mês, ele decidiu que entraria para o ramo de ações.

Após muita obstinação, conseguiu uma vaga de estagiário numa corretora, mas sem remuneração. O que não podia imaginar era que o funcionário que lhe conseguiu a vaga, sairia da empresa e o estágio iria por água a baixo. Para completar os infortúnios, e acumulando uma dívida de 1200 dólares em multas, acabou sendo preso por 10 dias. Ao sair da prisão, se viu desempregado, sem teto e abandonado pela esposa com um filho de apenas 14 meses para criar.

E em uma entrevista, o empresário disse que a maior dificuldade foi ter que deixar o filho para procurar emprego: “A coisa mais difícil era o cuidado com o bebê. Eu tinha que sair todos os dias, deixa-lo aos cuidados de uma pessoa que eu não conhecia e torcer para ele estar vivo no final do dia”.

Depois de algum tempo, e muita dedicação, teve uma nova chance em um programa de treinamento da corretora Dean Witter Reynolds, novamente sem remuneração. E se durante o dia, a rotina era desafiadora, a noite era ainda mais difícil, pois ele e Chris Jr. tinham que se abrigar em bancos de praça, albergues para moradores de rua e até em um banheiro de estação rodoviária. Tudo isso, sem despertar qualquer desconfiança de seus colegas do ramo financeiro.

Finalmente, em 1981, obteve sua licença para operar na bolsa de valores e conseguiu emprego na renomada Bear, Stearns & Company, em São Francisco, no norte da Califórnia, e depois em Nova York. Apenas 6 anos depois, ele abriu a própria a corretora Gardner Rich & Co, em Chicago, com capital inicial de 10 mil dólares. Hoje seu patrimônio é estimado em US$ 60 milhões.

Como retribuição à sociedade, Cris ajuda inúmeras instituições de caridade, algumas delas deram abrigo a ele e seu filho em seus piores momentos.

A sua incrível história de sucesso teve ainda mais um emocionante capítulo; em 2012, após perder sua esposa que faleceu devido ao câncer, resolveu que deveria dar um novo motivo a sua vida: ajudar outras pessoas a seguirem seus sonhos. E hoje, Cris Gardner, se dedica a dar palestras motivacionais pelo mundo todo.

 

Frida Kahlo

(Fonte: Vogue/ Foto:Nickolas Muray)

 

Muito antes de ser um ícone da cultura Pop e estampar camisetas e canecas, Frida Kahlo era um símbolo de mulher feminista, a frente de seu tempo e artista surrealista mundialmente famosa. Tendo transformado sua dor em arte, é simplesmente impossível separar suas obras de sua história de vida, tão marcada por sofrimentos e superações.

Desde criança, teve que conviver com as dores e limitações relacionadas à saúde, pois aos 6 anos teve poliomielite. A doença atrofiou um de seus pés e deixou uma perna mais fina que a outra, lhe rendendo o apelido de “Frida perna de pau”. Foi justamente para esconder a sequela que começou a usar calças e longas saias coloridas, que se tornariam uma de suas principais características.

Com apenas 18 anos, sofreu um acidente trágico que mudaria sua vida para sempre. Um bonde onde viajava colidiu com um trem e o para-choque acabou transpassando seu abdômen, estraçalhando a coluna e pélvis. E mesmo após inúmeras cirurgias, por conta das múltiplas fraturas, teve que conviver o resto da vida com dores e usando corpetes ortopédicos. Mas, foi justamente durante esse período que, presa a cama, ela começou a pintar, e se vendo praticamente uma prisioneira de seu corpo imobilizado, passa a dar asas aos sonhos em suas telas, como diz em seu diário: “Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei a minha própria realidade”.

Outro evento tão importante na obra e vida da pintora, foi seu relacionamento com Diego Rivera. O artista muralista, 20 anos mais velho e que já era famoso quando se conheceram, se apaixonou não só pela sua beleza única e forte personalidade como também pelas suas obras, e a incentivou a continuar pintando, sendo essencial em levar sua a arte para além dos meios intelectuais. Mas infelizmente, a vida do casal em diversos momentos foi tão trágica quanto seu acidente. Com 3 abortos espontâneos, várias traições de ambos os lados, brigas, inúmeros momentos de separação, ela chegou a escrever em seu diário: “Diego, houve dois grandes acidentes na minha vida: o bonde e você. Você, sem dúvida, foi o pior deles”.

Com a saúde cada vez mais frágil, em 1950 precisou amputar um dos pés devido a gangrena, em decorrência da poliomielite que teve na infância. E apesar de ter entrado em depressão com o ocorrido, não parou de pintar, e tempos depois ressignificou a sua dor em uma das frases mais marcantes que traduziu a essência de sua vida e obra para sempre: “Pés para que os quero, se tenho asas para voar?”. Outra frase icônica da artista foi a última escrita em seu diário, em 1954: “Espero que minha partida seja feliz, e espero nunca mais regressar”. Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón foi encontrada morta em sua casa devido a uma forte pneumonia.

Muito mais do que vencer e sobreviver às dificuldades que a vida lhe impôs, transformar em arte e beleza o sofrimento é a maior lição de vida e legado que Frida Kahlo nos deixou.

 

 

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